Pipoca Salgada - Filmes, Cinema, crítica e diversão

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

[2013] Os Últimos Dias

É mais difícil criar algo totalmente novo, ou utilizar um tema já proposto e conseguir reinventa-lo?


Em "Os Últimos Dias" dos irmãos Àlex e David Pastor, a segunda opção é realizada com maestria. Nos últimos tempos filmes de pandemias e apocalipses que levam a humanidade a um suposto fim derradeiro, se tornaram comuns, um lado pelo interesse que isso gera no grande publico (idolatráveis catástrofe e desastres em grandes proporções), outro pelo próprio medo humano de não saber que fim sua vida irá levar, porém realizar dentre tantos filmes praticamente iguais, uma obra tão bem lúcida sobre sua proposta, é algo louvável, e os irmãos Pastor conseguem!

No filme, que prioriza as reações humanas, uma suposta epidemia onde toda a população não consegue sobreviver nas ruas, como uma espécie de pânico mortal em espaços abertos, leva o filme a um tom apocalíptico realmente inovador, além de muito bem dirigido e filmado, possui um dos finais mais épicos e (sou a favor de consagrar filmes bons com o veto de continuações sem sentido, mas...) que pode ter uma sequencia muito interessante a ser explorada.

Para quem gosta de games é importante lembrar que o final do filme espanhol remete muito a um jogo de clima apocaliptico que tomou conta das boas criticas, também este ano, The Last Of Us (Não há zumbis no filme, fique calmo).
"Los Últimos Días" merece uma boa colocação entre todos os filmes de mesmo tema já feitos, parabéns mais novo belo, suspense Espanhol!

(Nota: 4 Pipocas)

Link Imdb

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

[2013] Gravidade

Por Deni Jr.
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As belíssimas imagens da Terra e do espaço nos afligem com nosso tamanho minúsculo frente à imensidão do Universo


Fosse-me dada a tarefa de resumir este filme em apenas uma palavra (que não fosse o próprio título) minha escolha certamente seria “zica”. É incrível a quantidade de problemas enfrentados pela Dra. Ryan Stone (Sandra Bullock) e pelo astronauta Matthew Kowalski (George Clooney) no espaço. Ao ter sua nave atingida por destroços de um satélite russo, os dois astronautas ficam sozinhos no espaço, com pouco oxigênio e a centenas de quilômetros de distância da base espacial mais próxima.
O filme começa em um clima de descontração, o experiente Matthw Kowaslki conta histórias de missões anteriores aos colegas quando todos são surpreendidos pela ordem de voltar à nave. A partir daí inicia-se uma atmosfera de tensão que só é encerrada com o fim do filme.
Muitos elementos do filme contribuem para essa atmosfera. A câmera em constante movimento reforça a ideia da falta de gravidade, e os planos seqüência intermináveis nos dão impressão de continuidade e realismo. As belíssimas imagens da Terra e do espaço nos afligem com nosso tamanho minúsculo frente à imensidão do Universo. As atuações (em especial a da Sandra Bullock), os closes nas expressões das personagens e os diálogos bem construídos nos emocionam. Outro elemento importantíssimo do filme é o som. A alternância entre o silêncio do espaço e o som (incluindo a boníssima trilha sonora de Steven Price), possivelmente interiorizado, um som presente apenas na cabeça das personagens, fecha o clima de aflição perfeitamente. Nenhum filme é isento de erros (ou forçação de barra), e “Gravidade” não é exceção, entretanto os erros acabam ficando de lado diante da grandiosidade do filme.
O filme prende a atenção do espectador por conta desse clima tenso, mas eu acredito que seja a empatia pelos personagens que mais nos angustia. Apesar de ser improvável que algum dia algum de nós viaje para o espaço (salvo alguma exceções, como jovens que pretendem ser astronautas ou bilionários excêntricos) a todo o momento nos colocamos no lugar dos protagonistas. Talvez não literalmente nas situações apresentadas, mas o medo da solidão e da fragilidade humana apresentados no filme não são menores em nós por estarmos na Terra. Os momentos de “renascimento” da doutora Stone nos fazem apegar-nos mais ainda à sua trajetória. Vê-la como humana, pela primeira vez fora do traje, em posição fetal; e mais tarde, “reaprendendo” a caminhar, foram imagens simples, mas que são carregadas de significados.

“Gravidade” nos mostra que não importa onde estejamos ou quão experientes sejamos: diante de situações desesperadoras somos todos humanos, pequenos e frágeis, com medo da morte e da solidão, mas que sempre somos capazes de prosseguir. 

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Drops Pipoca Salgada #04 - Queime Depois de Ler

Drops Pipoca Salgada #04
https://www.facebook.com/Pipocasalgadacinema
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Filme: Queime Depois de Ler (imdb-2008)
Título Original: "Burn After Reading"
Diretor: Ethan Coen, Joel Coen / Irmãos Coen
Link Imdb:http://www.imdb.com/title/tt0887883/
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Direção e montagem: Alex Racor
Apresentação: Deni Eliezer Jr.
Áudio: Daniel Nunes dos Santos
Agradecimentos: Éder Filmes, Alexandre Rossi.
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Todos direitos reservados para as cenas e imagens dos filmes obtidas
através de dvds e internet.
Caso o autor/pessoa/estúdio das mesmas se sinta prejudicado
pela utilização de imagem ou menção neste vídeo,
nos prontificamos a tirá-lo imediatamente de veiculação.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Drops Pipoca Salgada #03 - Nove Rainhas


Drops Pipoca Salgada #03
https://www.facebook.com/Pipocasalgad...
-
Filme: Nove Rainhas (imdb-2000)
Título Original: Nueve Reinas
Diretor: Fabián Bielinsky
Link Imdb: http://www.imdb.com/title/tt0247586/
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Direção e montagem: Alex Racor
Apresentação: Alexandre Conrado
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Todos direitos reservados para as cenas e imagens dos filmes obtidas 
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domingo, 28 de julho de 2013

Drops Pipoca Salgada # 02 - Quase Famosos

Drops Pipoca Salgada #02
https://www.facebook.com/Pipocasalgad...
-
Filme: Quase Famosos (imdb-2000)
Título Original: Almost Famous
Diretor: Cameron Crowe
Link Imdb: http://www.imdb.com/title/tt0181875/
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Direção e montagem: Alex Racor
Apresentação: Bruno Moura
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Todos direitos reservados para as cenas e imagens dos filmes obtidas 
através de dvds e internet.
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quarta-feira, 17 de julho de 2013

Drops Pipoca Salgada # 01 - Bem me quer mal me quer

Então pessoal!
O Drops do Pipoca Salgada, começou! Vamos dar dicas rápidas toda semana, sobre filmes numa linha um pouco distante dos Blockbusters, certeza de que serão somente filmes que iram agradar a todos!
Confiram o primeiro sobre "Bem que quer mal me quer", um dica de Alexandre Conrado.


Drops Pipoca Salgada #01
https://www.facebook.com/Pipocasalgad...
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Filme: Bem me quer mal me quer (imdb-2002)
Título Original: À la folie... pas du tout
Diretor: Laetitia Colombani
Link Imdb: http://www.imdb.com/title/tt0291579/
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Direção e montagem: Alex Racor
Apresentação: Alexandre Conrado
Agradecimentos: Larissa Brodt
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Todos direitos reservados para as cenas e imagens dos filmes obtidas 
através de dvds e internet.
Caso o autor/pessoa/estúdio das mesmas se sinta prejudicado
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quarta-feira, 10 de julho de 2013

[2013] O Homem de Aço

Filme faz público esquecer antecessor e convida a refletir sobre diversos questionamentos filosóficos

Antes de deixar uma análise, gostaria de esclarecer que conheço o personagem e, no entanto, não gosto dele. Dito isso, posso dar minha crítica do filme O Homem de Aço, um reboot cinematográfico do Superman, tentando ser o máximo imparcial possível. O filme, antes de tudo, se propõe a contar a origem do super-herói principal do Universo DC (alguns dirão que o principal é o Batman, que na verdade não é, apesar de ser muito mais legal). Então, não há ligações com os filmes anteriores, estrelados por Christopher Reeve e Brandon Routh.

      O filme inicia contando a gênese do mitológico herói. Como tudo aconteceu? Bom, temos ali o desenvolvimento de sua origem e a resposta para o porquê dele ter vindo para a Terra. Também, temos a explicação da origem de seus poderes e a ligação dele com o vilão, General Zod. As pontas foram amarradas, e a história segue seu curso de forma que não haja atropelos (não temos toda uma origem mal explicada em 15 minutos para que se veja pancadaria por quase duas horas). A cronologia do filme sofre saltos, então, tudo o que vemos do passado de Clark são flashbacks, que funcionam muito bem com a proposta que o diretor Zack Snyder teve em relação ao filme. Essa relação de flashbacks intercalando o seguimento da história funciona para explicar os motivos que levaram Clark a ser o que é. Esse trabalho busca retratar o psicológico do herói, e nisso passamos a entender os motivos dele ser o que é.

          Muitos questionamentos são levantados no filme. O que realmente ocorreria se descobríssemos que alguém é capaz de tamanhas proezas como o Superman? São questões filosóficas que levam até mesmo ao questionamento da existência de Deus. Para mim, o Superman sempre foi o típico herói sem sal. Não possui uma máscara, usa óculos para disfarçar a sua aparência, tem super força para fazer o que bem entender e um uniforme sem graça. No entanto, estes dilemas e questionamentos fazem com que o filme seja atrativo e mostrem um herói mais humano do que invencível. Acredito que este foi o melhor Superman retratado até agora, não importando a mídia (HQs, filmes, desenhos animados).

           A relação entre os personagens foi um ponto chave para a construção do protagonista, que tenta se isolar buscando saber como lidar com seus poderes e se encaixar em um mundo que pode rechaça-lo. Essa abordagem diferente foi o diferencial, que foi tão ousado quanto Batman Begins (que aliás, foi dirigido por Christopher Nolan, que aqui trabalha como produtor ao lado de Zack Snyder), ao tentar “ressuscitar” o universo mitológico do Homem-morcego. Aliás, o filme segue ao lado da trilogia Batman uma ambientação mais séria e crua, indo ao caminho oposto aos demais filmes de super heróis da Marvel (editora concorrente no mercado de quadrinhos e que atualmente se mantém com sucesso no mercado cinematográfico). Essa distinção é muito boa, para que não se tenha filmes semelhantes e com a mesma fórmula padrão.

            A ação do filme é intensa e muita pancadaria rola do inicio ao fim. Ao contrário do último filme, estrelado por Brando Routh (na qual ele não desfere um mínimo soco), neste temos golpes a todo o momento, prédios desabando (sinto pena de quem mora em Petrópolis) e explosões. Mesmo com ação e bons efeitos especiais, o filme tem um bom roteiro e uma ótima história. O elenco tem grandes nomes como Kevin Costner, Lawrence Fishburne, Russell Crowe e Harry Lennix, que não fizeram feio.


            A direção foi deixada em boas mãos. Zack Snyder é talentoso ao seu modo em filmar cenas de ação. Para quem não o conhece, vale citar um dos filmes que dirigiu: 300 de Esparta. Snyder é conhecido por filmar takes em câmera lenta, mas, ao invés de deixar essa marca em O Homem de Aço, ele simplesmente não deixa tempo para o espectador respirar em meio a tanta adrenalina. Pela primeira vez, gostei de uma obra deste super-herói e espero que os demais filmes de personagens da DC Comics tenham um tom tão obscuro, dramático e intenso quanto este. E vale citar que quando o Homem de Aço briga para valer, o melhor é sair de perto.




(Nota: 4,5 Pipocas)

domingo, 19 de maio de 2013

[2011] Another Earth


Propõe muito mais metáforas do que a própria classificação de gênero


Há filmes que para serem melhores compreendidos, devemos esquecer algumas lógicas, a tal em questão de Another Earth (A Outra Terra), é um planeta igual ao nosso que subitamente começa a surgir até ficar totalmente visível a olho nu, sem contar que todas as pessoas deste outro planeta, parecem ser as mesmas daqui. Exatamente! Um possível outro você pode estar lá, mas, sendo a mesma pessoa? Fazendo as mesmas coisas? Cometendo os mesmos erros?

Fica clara assim a primeira das questões do filme, onde largamos o real, para entrar nas possibilidades filosóficas. Esta é a intenção do filme, apesar das referencias a Isaac Asimov, Richard Berendzen e Platão, conotando diretamente ao gênero Sci-fi, o filme não deve ser considerado um. Drama seria uma classificação mais ideal, porém o enredo, sim, com momentos fracos, mas com outros intensos, propõe muito mais metáforas do que a própria classificação de gênero cinematográfico.

O diretor Mike Cahill trabalha bem, mas há coisas que podem incomodar, como os jogos de câmera fora do convencional para intensificar os momentos de comoção, no caso de Another Earth acredito que funcionou, somando ainda um belo trabalho musical.

Another Earth pode ser um dos filmes mais sugestivos a quem estiver naqueles momentos de dúvidas sobre o que se fazer, ou até infantis, depende, porém acredito ser um filme que deva ser visto por todos e, certamente cada um irá levar dele um ideal deferente.

É valido deixar um brinde, como feito perto do fim do filme que diz:

- “À realização do seu sonho mais impossível, parabéns!” 

(Nota: 3 Pipocas)

Link do IMDB